11 de agosto de 2008

Paternidade Consciente e Responsável





Por Sérgio Fortes



Introdução

Gostaria de desenvolver o tema sob três perspectivas: (1) Explorar o significado e o conteúdo do conceito de paternidade; (2) Analisar o exemplo bíblico de um pai que exerceu a paternidade em uma verdadeira dimensão espiritual; (3) Oferecer meu testemunho pessoal como filho, através da influência de papai, que há 5 anos se mudou para o Lar do Pai.

I. Significado e conteúdo da paternidade.

A questão que me inquieta sobremaneira em relação ao tema proposto é sobre o que significa ser pai?

Li, pesquisei, refleti e me senti vazio. Não encontrei nada que me desse segurança na resposta. A pergunta é incômoda. Por pouco não telefono pedindo o cancelamento de minha participação na palestra!

Antes de mais nada é preciso lembrar que nos dias de hoje a paternidade não é mais exercida apenas pelo homem. Esse papel é exercido por muitas mulheres, que por razões de vária ordem, foram obrigadas a ser mãe e pai. Mãe que sozinha cuida do seu filho, de sua filha, com angústia de alma, elevado grau de sacrifício, sentindo-se muitas vezes sozinha e perdida, mas encarando os desafios da paternidade.

Essas mulheres merecem nossa admiração e respeito. Merecem nossa acolhida, oração e apoio. A elas apenas uma palavra de alerta: Mães, vocês estão exercendo uma função de pai, mas não são pais; vocês continuam sendo mães, mulheres, femininas, ainda que sobre vossos ombros pese o duplo, árduo e pesado papel de pai e mãe. Não queiram ser pai. Sejam apenas mãe. Lembrem-se que seu filho e sua filha precisam constituir em seu psyque o modelo masculino. Fiquem atentas a isso. Precisam de muita oração e temor de DEUS, mas precisam também de ajuda especializada. Busquem, desde cedo, ajuda para que seu filho ou filha possa distinguir corretamente o que é do masculino e o que é do feminino, e possa ter uma formação psicológica saudável e equilibrada.

Mas, nossa investigação sobre o que é ser pai persiste. Analisemos algumas alternativas de resposta.

A paternidade é um ato biológico.

Ser pai é gerar um filho, uma filha. Alguns são gerados com muito amor, outros nem tanto assim. Há os que lamentavelmente são meros acidentes biológicos e, por isso, dependem de exames especializados para confirmar ou não sua paternidade. Deve ser muito triste descobrir quem é seu pai, ao abrir um envelope e ler que existem 99,9% de chances de ser Fulano. Mas será que ser pai é só um ato de geração de vida?

A paternidade é um ato civil.

O sujeito vai ao cartório e registra alguém como filho ou filha. Para muitos é uma emoção. Escolhe-se o nome – Djara, Gerson, Lucas, Pedro, Tatiana – todo com um sentido, com um significado especial. Gerson, nome do primeiro filho de Moisés, significando “peregrino fui em terra estranha”. Djara quer dizer, “leoa”.

Sai-se do cartório orgulhoso, ostentando cópia do registro feito. Muitos não têm esse privilégio. Um que nasceu em uma corruptela de boiadeiro do Centro-Oeste, foi registrado pela mãe, em dúvida de quem seria o pai, com o decepcionante nome de “José Lucas de Nada”. Guardo o registro civil do meu pai e nele leio com tristeza: “Filho bastardo de...”.

Mas será que ser pai é apenas ir ao cartório e fazer o registro?

A paternidade é um ato econômico.

Pai compra leite, pão, comida, roupa, remédio. Pai paga escola, compra livros. Pai cuida, até que o filho ou a filha esteja apto a cuidar de si mesmo. Muitos o fazem com carinho, amor e muito sacrifício. Outros por pura obrigação, em meio a muita reclamação.

Alguns pais com muito dinheiro dão do bom e do melhor aos filhos. Pais há, todavia, que mal e mal conseguem oferecer o básico, o indispensável.

Em algumas sociedades os pais são absolutamente literais nesse particular. Quando o filho atinge a maioridade eles o avisam: “Acabou. A partir de agora você tem que trabalhar para se sustentar”. Isso nos choca, mas é a realidade de outras culturas.
Independentemente disso, será que ser pai é apenas um ato econômico?

A paternidade é um ato socio-psicológico.

O pai está presente no processo de socialização do filho ou da filha, na modelagem de sua personalidade, na constituição do seu caráter. Presente ao jogo de futebol, à festa junina, ao desfile de miss da escola, e em outras variadas manifestações de socialização.

Pai presente no desabrochar da personalidade, no surgimento dos primeiros indícios vocacionais. Presente no olhar atento da vida afetiva, social, psicológica do filho ou da filha.

Mas será isso a marca do ser pai?

A paternidade é um ato de curtição.
Pai presente como companheiro de brincadeira, de jogos, de farra, de aventuras. Valoriza de tal modo o compromisso com a diversão e a curtição, que acaba relegando a plano secundário sua responsabilidade com a formação para a vida.

Será esse o verdadeiro exercício de ser pai?

A paternidade é um ato espiritual que inclui todas as outras.

A paternidade é, acima e antes de tudo, um ato espiritual, moldado à imagem e semelhança do DEUS-Pai, que embora inclua todos os aspectos mencionados, se sobrepõe a todos eles.

“DEUS é Espírito” e nós fomos formados à sua imagem e semelhança. É a razão da supremacia do espiritual em nossas vidas.

Ser pai é antes de tudo um ato espiritual. E como tal, a paternidade é exercida de forma plena e eficaz, na medida do nosso entendimento e relacionamento espiritual com DEUS.

É difícil a um mau filho tornar-se um bom pai. Por isso, eu me torno um bom pai, quando me torno um bom filho de DEUS.

Se a sabedoria é necessária e indispensável para a vida, na educação de filhos ela se faz mais do que necessária, se não indispensável. E o ensino das Escrituras é que, “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria”. Quando eu temo a DEUS eu encontro o princípio da sabedoria e ao ter sabedoria eu me qualifico para a missão da paternidade.

Missão! É isso mesmo! Paternidade não é uma tarefa como comumente se pretende, e sim uma missão.

Missão é o “core”, o cerne, a alma daquilo que me é dado fazer. O propósito central do que fui incumbido realizar. É a razão de ser. Assim é paternidade.

No mundo corporativo quando se fala em missão está se referindo a uma “estrela” que nos guia. Dissertando sobre missão, Collins e Porras ensinam o que chamam de “método de cinco porquês”. Ensinam que se deve fazer 5 vezes a mesma pergunta, “Por que isso é importante?”
[i]


Assim, queridos pais, eu os desafio a se perguntarem: por que é importante minha missão de pai?

II. O papel da paternidade no seio da família, da igreja e da sociedade.


Paternidade na família.

A missão paterna, como núcleo central da família, encontra no seio dela o seu campo de ação primário e central, porém extrapola os seus limites e vai além. Assim como uma coluna é vital para uma construção, assim também é o pai para a vida da família. Quando ele falta os transtornos na vida da família são incomensuráveis.

Criança, ainda, me lembro quando meu irmão e eu fazíamos diatribes. Mamãe falava, falava, nos pedindo que sossegássemos. A chegada de papai e um simples olhar reprovador acabava com a festa imediatamente, restabelecia a ordem e nos fazia tremer de medo.

Paternidade na igreja.

Louvado seja DEUS pelas mães e sua presença e participação na vida da igreja. Mas que diferença faz quando o pai se faz presente. Estatísticas dizem que quando uma criança de converte, a chance de levar a família para a igreja é de 17%; quando a mãe se converte essa chance aumenta para 45%; com a conversão do pai sobe para 75%.

Paternidade na sociedade.

As vidas que os pais moldam no seio da família ressoam positiva ou negativamente na sociedade. Em entrevistas de emprego, em avaliações de caráter e formação pessoal, uma das questões relevantes sempre levantadas tem a ver como a vida familiar. “Você é filho de quem? Quem é o seu pai?”

Há filhos que têm vergonha de dizer quem é o seu pai. Podem ser vaiados. Temem perder a confiança dos amigos.

Mateus começa seu evangelho enfatizando a figura do pai: “Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Daví, filho de Abraão”(Mateus 1.1).

Pai, seu filho tem orgulho de se apresentar como seu filho? Certo especialista em questões familiares disse que há três coisas que um pai deve ao filho: “Primeira, exemplo; segunda, exemplo; terceira, exemplo”. Conta-se a história de um menino de 5 anos que, em um boteco, escorria o resto de bebida dos copos vazios deixados sobre as mesas. Perguntado que fazia, não hesitou: “Quero ser como papai”.

III. Exemplo bíblico de paternidade na condução dos filhos a DEUS.

Falar da autoridade paterna na intercessão e benção dos filhos nos remete a Jó. Segundo estudiosos o livro de Jó é anterior ao de Gênesis, o que lhe dá uma relevância ainda maior.

Jó é um pai que recebeu de DEUS a maior medalha, a maior condecoração que um ser humano pode receber. Que pena que Jó não ficou sabendo disso. Se o tivesse sabido, ele andaria de peito estufado diante dos seus amigos acusadores.

DEUS disse ao maior adversário de Jó, aquele que queria destruí-lo completamente: “Ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, justo, temente a DEUS e que se desvia do mal” (Jó 1.8).

Todos os pais têm alguns hábitos, algumas manias em relação aos filhos. Levar para passear no parque; sair para andar de byke; passear no shopping; levar para comer pipoca; jogar bola; boliche, etc..

O pai Jó tinha um hábito, quase mania, do qual não abria mão. Independentemente das ocupações que tivesse tudo o mais parava, tudo esperava, porque isso era prioritário. Para Jó era sua missão, sua razão de ser.
Vejamos o relato bíblico dessa prática contínua do pai Jó:

“Quando um dos filhos de Jó fazia aniversário, todos os irmãos e irmãs se reuniam para uma grande festa, com bastante comida e bebida. Às vezes essas festas duravam vários dias. Quando terminavam, Jó reunia todos os seus filhos e oferecia sacrifícios para cada um, cedo de manhã, pedindo o perdão de DEUS para eles. A razão que Jó tinha para fazer isso era a seguinte: ‘É possível que meus filhos tenham pecado e ofendido a DEUS em seus pensamentos’. Por isso, Jó repetia esses sacrifícios depois de cada festa” (Jó 1.4-5, Bíblia Viva).

O autor sagrado deixa transparecer uma relação saudável, harmoniosa e feliz entre os membros da família de Jó. Jó lograra construir uma família em bases sólidas. A prova disso está no fato de que, uma família numerosa, 10 filhos, consegue manter um relacionamento que dava gosto de se ver. Juntavam-se para festejar numa relação muito especial. Às vezes, numa família de 2 irmãos, a regra é a briga, a discórdia, o desentendimento. Não era assim na família de Jó. Ele soubera criar em sua família um sentido de unidade e amizade fraternal raro.

Que lições podemos tirar dessa prática de Jó?

Jó tratava individualmente com cada um. Tudo leva a crer que ele conversava individualmente com cada um e oferecia sacrifício de expiação para cada um.

Como pais cometemos por vezes o erro de tratar os filhos igualmente. Nem sempre o que é bom para um serve para o outro. A necessidade de um às vezes nada tem a ver com a do outro, tampouco a solução dada a um serve para o outro.

Pai, você encontra tempo para dedicar atenção a cada um de seus filhos individualmente?

Jó se preocupava em que nenhum dos filhos pudesse, ainda que em pensamento, ainda que involuntariamente, ofender a DEUS.

A idéia que me fica do texto bíblico é que Jó fiscaliza as festas de seus filhos e sabia exatamente o que nelas rolava. Ele tinha controle da situação. Ele não deixava que essas festas se dessem segundo os desejos e ímpetos juvenis de seus filhos. Ele sabia impor regras. Ele estabelecia limites claros.

A preocupação de Jó era o que se passava na mente e no coração de seus filhos. E isso ele não tinha como controlar. Por isso, sua preocupação em buscar o perdão de DEUS para cada um deles. Pai, você sabe perfeitamente o que seus filhos andam fazendo? Você se sente no controle disso?

Para Jó riqueza espiritual era mais importante que riqueza material. Geralmente pai rico não se preocupa com questões espirituais. Sua preocupação é proporcionar aos filhos uma “boa balada”. Para Jó era importante oferecer aos seus filhos um momento de festa e alegria, mas chamava a atenção deles, para uma riqueza ainda maior: o relacionamento com DEUS.

Foi isso que levou Jesus a dizer: “Porque onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Lucas 12.34). Jó sabia mostrar aos seus filhos qual era o verdadeiro tesouro do homem: uma relação com DEUS livre da contaminação do pecado!

Jó não abria mão de sua função como sacerdote do lar.
Originalmente o pai era o sacerdote da família, antes do surgimento do clã sacerdotal dos levitas. Jó era pai intercessor. Pai que se coloca diante de DEUS e clama pelos seus filhos, continuamente, diariamente.

Não é simplesmente orar uns minutinhos apenas: “Ó DEUS abençoa os meus filhos, cuida deles e protege-os dos perigos deste mundo”. É entrar na presença de DEUS e clamar: “Ó DEUS, que meu filho seja um homem temente ao Senhor; que minha filha seja uma mulher temente ao Senhor; que ele ou ela te ame acima de todas as coisas; que te conheça a Ti só como único DEUS verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviaste”.

Pai, qual foi a última vez que você entrou na presença de DEUS para clamar pelo seu filho, pela sua filha, pelos seus filhos? Jó exercia em plenitude sua função de sacerdote do lar, sacerdote na vida dos seus filhos e o fazia “continuamente”.

Jó considerava sua função sacerdotal em favor de seus filhos indelegável. Não a delegava a ninguém – nem à mãe, nem a outro sacerdote, nem ao parente que mais gostasse deles.

Pais há que diante dos problemas dos filhos, os transferem a outrem: “Fale com o pastor”; “Fale com sua mãe”; “Vou telefonar a um psicólogo e agendar consulta para você”.

Se você deseja que seu filho ou sua filha seja um homem ou uma mulher temente a DEUS, assuma seu papel de sacerdote para com eles. Antes de pedir ajuda em favor deles, vá você mesmo a DEUS e busque o favor Dele. “A um coração quebrantado e contrito não desprezarás ó Senhor” (Salmo 51.17).

Jó se levantava de madrugada por uma razão consistente: com 10 filhos, ele queria ter tempo para interceder por cada um.

IV. Testemunho pessoal de um filho que guarda lições preciosas de seu pai.


O escritor aos Hebreus fala daqueles que “depois de morto, ainda fala” (11.4). Assim é a influência da vida daquele que vive uma paternidade consciente e responsável. Assim é a vida de papai.

Papai, homem de oração.

Das muitas lembranças que guardo, uma das mais preciosas é a de papai orando por mim e por meu irmão. Cedo de manhã, antes de abrir seu comércio varejista, se debruçava em pé ao balcão, para ler a Bíblia e, depois, se ajoelhava em um caixote ― que guardo qual relíquia ― e orava. Muitas vezes entrei de supetão para me despedir dele a caminho da escola, e pude ouvir o murmúrio de sua voz, em prantos e gemidos diante de DEUS, intercedendo por mim, pelo meu nome.

Passei quase vinte anos longe de DEUS e afastado da igreja. Tornei-me agnóstico. Mas havia uma certeza que me incomodava tremendamente: Papai intercedia diariamente por mim! Ao ouvir papai orando, eu sempre tinha certeza absoluta que ele estava mesmo falando com DEUS.

Papai, homem de alegria e de adoração.

Não tenho lembrança de tê-lo visto triste uma única vez. Lembro-me de ocasiões tristes como a morte da mãe dele e do pai, mas não consigo lembrá-lo triste. Ele passava o dia inteiro cantando. E só cantava hinos e cânticos espirituais. Guardo de cor inúmeros hinos que aprendi apenas ouvindo papai os cantar. Um deles é muito especial:



Não sou meu, por Cristo salvo
Que por mim morreu na Cruz,
Eu confesso alegremente
Que pertenço ao bom Jesus.

Não sou meu, ó não sou meu
Ó Jesus, sou todo teu
Hoje mesmo e para sempre
Ó Jesus, sou todo teu



Papai, exemplo de integridade.

Embora ele fosse absolutamente brincalhão, atencioso e cortês, a integridade de papai em termos morais sempre se mostrou cristalina. Conversando com minha mãe após a morte dele, tinha uma curiosidade, mais de homem que de filho. Perguntei se alguma vez ela teve alguma desconfiança de papai, ao longo dos 54 anos de casamento. A resposta veio rápida, precisa e em uma única palavra: “Nunca”.

Papai, exemplo de homem de negócios.

Ele sempre teve um raro talento para negócios e tivesse nascido em berço esplêndido certamente teria ido longe. Serve esteve ligado a negócios, inicialmente como empregado e depois, ainda bem jovem, aos 19 anos, como dono de seu próprio negócio.

Em épocas em que era prática habitual fraudar no peso e na medida, era dos próprios clientes que vinham o seu maior elogio: “No peso e na medida de Sr. Fortinho a gente pode confiar”.

Quando se deram os escândalos financeiros nas grandes corporações americanas anos atrás, escrevi um artigo em homenagem a papai, sob o título, “Balanços & Balanças”, contrapondo os balanços adulterados de homens que queriam ganhar bilhões a uma balança precisa, de um comerciante varejista, que não queria enganar seu próximo. Não por causa da punição legal, mas para não desonrar o seu DEUS.

Papai, exemplo de cristão.

Sua relação com DEUS era uma experiência significativa em sua vida. Viveu sua fé com alegria e em verdade. As pessoas sabiam que ele era um cristão não por dizer, mas por viver.
Minhas primeiras lições de cristianismo e de vida cristã aprendi com papai. Lembro-me do dia em que cheguei a ele pedindo ajuda porque havia sido convidado a fazer uma leitura bíblica no culto da mocidade. Tinha nove anos. Ele me sugeriu ler João 14 e emendou: “Aliás, o texto é tão lindo que a gente poderia decorá-lo”. Papai sabia muitos capítulos da Bíblia de cor. Um de seus favoritos era Isaías 53.

Junto com papai decorei João 14. Quando na manhã do dia 4 de abril de 2002, o telefone tocou, cedo de manhã, e meu irmão me disse que papai havia morrido, a primeira coisa que me veio à mente foi João 14:
Não se turbe o vosso coração; credes em DEUS, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estiver, estejais vós também.

Quando fiz o curso de oratória, a prova final era um discurso de 3 minutos, sobre o tema, “Meu tipo inesquecível”. Não titubeei em escolher papai para homenagear. A nota maior para mim foram as lágrimas do meu professor. Mandei cópia do discurso para papai e ele o recebeu qual troféu, recebido de quem mais lhe interessava: do filho por quem se doou como sua missão maior.

Conclusão

O profeta persa, Bahá Ulláh, escreveu: “O pior erro que um pai pode fazer, no tocante a seus filhos, é não lhes transmitir o conhecimento espiritual que possui”. Mas como é possível transmitir aquilo que não temos?

Quando do risco de um incidente aéreo é preciso usar máscaras de oxigênio. A instrução de segurança é que o passageiro coloque primeiro a máscara em si mesmo e depois a coloque em outro, ainda que esse outro seja um filho de colo.

Pai, se você não tiver oxigênio espiritual capaz de lhe assegurar sobrevida diante dos desafios do tempo presente, você não está apto a ajudar seu filho a sobreviver. Que DEUS nos abençoe, Pais!

[i] Collins e Porras, Construindo a Visão de Sua Empresa, pp. 65-77.

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